EXPLICANDO A INTELIGÊNCIA
A. Como
veremos a seguir, a aptidão para registrar imagens no cérebro deu origem a
inteligência humana – a inteligência se fundamenta na tentativa de interpretar
(compreender) as lembranças (imagens)
registradas em nosso cérebro;
B. Explicando
melhor: Suponho que assistiu ao filme AVATAR. Pois saiba que todas as IMAGENS do filme foram registradas em
seu CÉREBRO – e permanecerão
registradas para sempre. Assim sendo você usa a inteligência e, VENDO AS IMAGENS DO FILME EM SEU CÉREBRO,
tenta compreendê-lo;
C. TOTÓ CINÉFILO: Seu
cão assiste ao mesmo filme centenas de vezes. Mas, como sabemos que ele não
possui aptidão para registrar as IMAGENS
no cérebro, seu cão jamais compreenderá o filme;
D. A
aptidão para registrar IMAGENS no
cérebro nos diferenciou das demais espécies – mais adiante explico ONDE e COMO descemos das árvores.
E. A
beleza do Universo (as imagens do mundo) sempre existiu. No entanto, antes de
evoluir a MEMÓRIA não conseguíamos registrar
suas imagens no cérebro – e compreendê-las;
F.
Galileu Galilei, após registrar em seu CÉREBRO imagens do sistema solar,
descobriu as manchas solares, as montanhas da lua, os anéis de saturno, a
Teoria Heliocêntrica, etc;
G. Charles
Darwin, após registrar em seu CÉREBRO
imagens de fósseis e organismos vivos, descobriu sua teoria revolucionária;
H. Edwin
Hubble, após registrar em seu CÉREBRO
imagens do cosmos, descobriu que nuvens de gás distantes e periféricas eram na
verdade galáxias – bilhões de galáxias;
I.
Einstein, após registrar em seu CÉREBRO imagens do cosmos, descobriu
que a LUZ (apenas a luz, não o
tempo) acompanha a curvatura do espaço;
J.
Clyde Tombaugh, após registrar em seu CÉREBRO imagens do sistema solar,
descobriu o nosso atual planetóide PLUTÃO.
OBS:
Telescópios e microscópios não tiram conclusões, apenas mostram imagens. Nosso CÉREBRO, sim, registra as imagens e
tira conclusões.
EXPLICANDO O DESEJO
A. As
imagens e o desejo: como veremos a seguir, a aptidão para registrar IMAGENS no CÉREBRO deu origem ao DESEJO
– desejamos imagens. OBS: Temos aptidão para registrar imagens no cérebro, e
aptidão para VER as imagens em nosso
cérebro – vemos nossas lembranças;
B. Veja e
registre em seu CÉREBRO as IMAGENS contidas numa revista PLAYBOY. Agora feche a revista e, vendo
as imagens em seu cérebro, responda: quantas garotas (imagens) você DESEJOU? Provavelmente a resposta será:
TODAS – desejamos imagens.
OBS: o BELO (as imagens do mundo) sempre existiu. No entanto, antes de evoluir a MEMÓRIA não conseguíamos registrar as IMAGENS no CÉREBRO – e desejá-las. Por razões óbvias, defino o desejo sob o ponto de vista do macho. As mulheres, claro, também DESEJAM IMAGENS;
OBS: o BELO (as imagens do mundo) sempre existiu. No entanto, antes de evoluir a MEMÓRIA não conseguíamos registrar as IMAGENS no CÉREBRO – e desejá-las. Por razões óbvias, defino o desejo sob o ponto de vista do macho. As mulheres, claro, também DESEJAM IMAGENS;
C. Uma
revista com fotos de cadelas com formas perfeitas e harmoniosas (Playdog?) não
deixará o seu cão excitado. Os cães não possuem aptidão para registrar imagens
no cérebro, e, portanto, não conseguem DESEJAR
IMAGENS;
A NATUREZA determina o período de acasalamento e a fêmea exala um odor característico. Portanto, um cão - através do olfato - DESEJO ODORES.
A NATUREZA determina o período de acasalamento e a fêmea exala um odor característico. Portanto, um cão - através do olfato - DESEJO ODORES.
D. O CANTO DAS BALEIAS: Uma
revista com fotos de baleias com formas perfeitas e harmoniosas (Playorca?) não
deixará o macho excitado. As baleias não possuem aptidão para registrar imagens
no cérebro, e, portanto, não conseguem DESEJAR
IMAGENS.
A NATUREZA determina o período de acasalamento e a fêmea emite um canto característico. Portanto, uma baleia – através da audição – DESEJA SONS;
A NATUREZA determina o período de acasalamento e a fêmea emite um canto característico. Portanto, uma baleia – através da audição – DESEJA SONS;
E. Como
podemos, a todo o momento, registrar IMAGENS
no CÉREBRO, passamos a DESEJAR continuamente. Para nós, homo-sapiens, a natureza não mais determina o período de
acasalamento. O DESEJO SE LIBERTOU;
F.
Como vimos, podemos DESEJAR todas; AMAR,
apenas uma por vez. Portanto, o DESEJO
nasceu primeiro. O AMOR é um traço
evolutivo do DESEJO;
G. SALÉM: Três indivíduos
registram em seus cérebros a IMAGEM
de uma única mulher, e passam a desejá-la. Três homens desejando a mesma
mulher... Isto provavelmente gerou conflitos. Se uma mulher pode levar os homens
ao confronto, é porque existe algo de errado com elas. Foi por causa dessa
ideia equivocada que, em muitas religiões, as mulheres foram demonizadas.
Culminando com o advento de Caça às Bruxas. Um equívoco imperdoável.
H. A
BURKA: Busque em seu CÉREBRO
a lembrança da Gisele Bündchen. Agora a imagine de biquíni... Provavelmente você
sentirá atração. Agora a imagine com uma BURKA
tapando até os olhos... Provavelmente não sentirá atração. A vestimenta impede a
visão das formas (da beleza) da mulher. Sem registrar a beleza no CÉREBRO, não há DESEJO (pecado?).
I.
LARA
CROFT: Uma mulher registra em seu CÉREBRO a imagem do Brad Pitt... Não sente qualquer emoção. Em
seguida ela registra no CÉREBRO a
imagem da Angelina Jolie e enlouquece de DESEJOS.
Nossa personagem não escolheu ser homossexual. Foi o seu CÉREBRO que escolheu a IMAGEM
(no caso a imagem da Angelina) que DESPERTOU
EMOÇÕES;
J.
SEXO
SOLITÁRIO: Isso comprova que uma boa MEMÓRIA e alguma imaginação é capaz de... Provocar ACNE
e crescimento de pelos nas mãos;
ü LEMBRO da imagem da Halle
Berry, logo fico estimulado;
ü LEMBRO da imagem da Jennifer
Aniston, logo fico exaltado;
ü LEMBRO da imagem da Catherine
Zetta Jones, logo fico animado;
ü Em nossas
fantasias (criações imaginadas no cérebro) somos todos dissolutos.
K. LEMBRO do prazer, logo desejo
o objeto causador. E assim, nasceu a COMPULSÃO:
por jogos de azar, compras, vídeo-game, internet, comida, bebida, drogas, sexo
e Rock and Roll, etc.
EXPLICANDO O AMOR
AMOR: 1.
Afeição profunda; 2. Objeto dessa afeição; Pessoa amada. (Minidicionário LUFT).
A. Lembro
do objeto da afeição, logo amo. A memória, portanto, explica o advento
do amor no CÉREBRO (e não no
coração) humano.
B. Quando
Vinicius disse: “O amor é eterno enquanto dura”; ENTENDA-SE: O amor é eterno enquanto a LEMBRANÇA do objeto da afeição permanecer (fixa) em nosso CÉREBRO.
C. Na
citação abaixo (do Amor e Outros Demônios – Gabriel Garcia Marquez), pode-se
constatar que o AMOR é apenas a sequela de uma LEMBRANÇA que, autônoma, decide permanecer martelando nosso CÉREBRO:
“(O
Padre Cayetano Delaura) ficou de olhos fechados para pensar (LEMBRAR) melhor em Sierva Maria
enquanto rezava. Retirou-se para biblioteca mais cedo que de costume, pensando
nela (LEMBRANDO DELA) e quanto mais
pensava (LEMBRAVA) mais aumentavam
suas ânsias de pensar (ela tornou-se uma LEMBRANÇA
OBSESSIVA), (...) e sem dar tempo ao pânico, libertou-se da matéria turva
(limites, cânones memorizados) que o impedia de viver.
Confessou
que não passava um instante sem pensar nela (SEM LEMBRAR DELA), que tudo que
bebia e comia tinha o gosto dela (O
FAZIA LEMBRÁ-LA), que a vida era ela (A LEMBRANÇA DELA), a toda hora e em
toda parte, como só Deus tinha o direito e o poder de ser (IMPOTENTE AO PERCEBER A LEMBRANÇA DE SIERVA MARIA SUPLANTAR A LEMBRANÇA DO SEU DEUS), e que o gozo supremo de seu coração (de seu
cérebro) seria morrer com ela.”
OBS:
O Padre Cayetano LEMBRA OBSESSIVAMENTE
da IMAGEM de Sierva Maria que está
impressa em seu CÉREBRO. Desejamos e
amamos IMAGENS.
D. “O
Cérebro tem razões que a própria razão desconhece” - Blaise Pascal.
Não
escolhemos amar a CAPITU, a Sierva Maria ou a princesa Feona. A lembrança
predileta (obsessiva) quem escolhe é o nosso CÉREBRO.
ü Mas, e
o CORAÇÃO da frase original? Qual o
seu papel nessa história toda?
ü Resposta:
Absolutamente nenhum. O coração é apenas um músculo responsável pela circulação
do sangue. AMAMOS no CÉREBRO.
A. Ex-Amor:
Se o amor é a somatização de uma LEMBRANÇA
fixa em nosso CÉREBRO, o que seria m
ex-amor? Considerando que LEMBRANÇAS
são indeléveis, não se pode apagar as lembranças do ex-amor.
EXPLICAÇÃO: As
lembranças, que antes despertavam afeto, permanecem registradas em seu CÉREBRO. A diferença é que hoje
despertam indiferença, desprezo e, muitas vezes, até ódio.
B. O CÉREBRO NOS TEMPOS DO CÓLERA: A
citação abaixo (de o Amor nos Tempos do Cólera) define bem um ex-amor: “Fermina
sempre se admirava quando sua prima suspirava: - Pobre homem, como deve ter
sofrido. Pois ela o via (LEMBRAVA de
FLORENTINO) sem sofrimento desde
muito tempo. Ele era uma sombra (LEMBRANÇA)
apagada”.
C.
CÉREBRO
SEM JUÍZO: Não escolhemos quem amar e muito menos deixar de amar. É o
nosso cérebro quem escolhe. Acho que foi isso que Vinícius de Moraes quis dizer
quando disse: - “O amor não tem juízo: Não fica (no cérebro) quando se quer, e
não vai (não esquecemos) quando é preciso.”
D. Poeticamente
o amor pode ser definido como um chulé de cabeça.
EXPLICANDO
O ÓDIO
A. LEMBRO do objeto da aversão,
logo odeio. A memória, portanto, explica o advento da iracúndia no CÉREBRO do homem.
B. Se
apagássemos do CÉREBRO a lembrança
do desafeto, acabaria o Rancor;
Se apagássemos do CÉREBRO a lembrança da amada, acabaria a AFEIÇÃO;
Infelizmente e/ou felizmente LEMBRAÇAS são
indeléveis – não podemos apagá-las.
C. Quando
se diz: “O ódio é eterno enquanto dura”; entenda-se: “O ódio é eterno enquanto
a LEMBRANÇA do desafeto permanecer
fixa em nosso CÉREBRO”.
D.
Portanto, o amor e o ódio (duas paixões) são
apenas somatizações de LEMBRANÇAS
obsessivas – que ficam martelando em nosso CÉREBRO.
E.
Não escolhemos AMAR ou ODIAR – o CÉREBRO faz a escolha por nós.
F.
Às vezes, como na citação abaixo, o AMOR e o
ÓDIO se confundem numa única LEMBRANÇA:
- “Assim pensava nele (lembrava dele) sem querer, e quanto mais pensava (quanto
mais lembrava), mais raiva lhe dava, e quanto mais raiva lhe dava, mais pensava
nele (mais lembrava dele), até que a coisa ficou tão insuportável que lhe
afogou a razão.” De o Amor nos Tempos do Cólera.
EXPLICANDO A COMPULSÃO
A. LEMBRO compulsivamente do prazer do SEXO, logo
desejo PRATICÁ-LO compulsivamente.
B. LEMBRO compulsivamente DO PRAZER DAS DROGAS,
logo desejo USÁ-LA compulsivamente.
C. LEMBRO compulsivamente do prazer da COMIDA, logo
desejo COMER compulsivamente.
D. LEMBRO compulsivamente do prazer da INTERNET,
logo desejo NAVEGAR compulsivamente.
E. LEMBRO compulsivamente do prazer das COMPRAS,
logo desejo CONSUMIR compulsivamente.
F. LEMBRO compulsivamente do OBJETO DO AFETO, logo
amo compulsivamente. Ex: “MULHERES QUE AMAM DEMAIS” (MADA).
G. A compulsão nasce da ânsia de saciar a LEMBRANÇA
de um PRAZER que permanece “MARTELANDO” em nosso CÉREBRO.
H. Com aptidão para registrar (memorizar) o PRAZER
no cérebro, passamos a DESEJAR objeto causador.
I. Basta VER (e registrar no cérebro) a IMAGEM do
“OBJETO DO PRAZER “ para – imediatamente – despertar o desejo ou a compulsão.
J. Na compulsão, o indivíduo perde a capacidade de
ESCOLHER – e é dominado pelo vício.
OBS: Não é possível apagar DO CÉREBRO a lembrança do prazer.
Portanto, um viciado será sempre um viciado em potencial. Mas é possível o
controle.
EXPLICANDO
Sir Charles Scott Sherrington
Retirado
de SCIENTIFIC AMERICAN, Nov 2008 - “Em 1937 o
grande neurocientista Sir Charles Scott Sherrington expôs o que viria a se
tornar uma descrição clássica do CÉREBRO
em funcionamento.
Ele imaginou pontos de luz sinalizando a atividade das
células nervosas (neurônios) e suas conexões (sinapses). Segundo ele,
durante o sono profundo somente umas poucas áreas remotas do CÉREBRO brilhariam. Mas, ao despertar,
é como se a Via Láctea iniciasse uma verdadeira dança cósmica. Rapidamente a
massa encefálica se transforma num tear encantado, mas nunca durável; Uma
verdadeira harmonia de padrões secundários alternantes”.
A. O homem
- como um saco vazio que não para em pé - nasce o CÉREBRO oco (sem alma). No entanto, à medida que MEMORIZA sua PERMANÊNCIA no PRESENTE,
preenche o cérebro com as LEMBRANÇAS
de sua vida - e passa a ter cerne = conteúdo = passado.
OBS:
O SOPRO da CRIAÇÃO: pegue um Boneco
de Vitalino, preencha-o com LEMBRANÇAS
e tem-se um homem.
B. Em nosso
CÉREBRO há uma película de neurônios
convenientemente preparada para registrar as impressões dos nossos (5)
sentidos: visão, audição, paladar, olfato e tato.
Portanto,
nossa massa encefálica está repleta de IMAGENS,
SONS, SABORES, AROMAS E IMPRESSÕES TÁTEIS - que são a matéria de que são
feitas as lembranças de nossa vida.
C. DORMIR significa desligar o
cérebro e apagar provisoriamente as LEMBRANÇAS. É por este motivo que, de
acordo com o texto, durante o sono profundo somente umas poucas áreas remotas do
cérebro (poucas lembranças) brilhariam.
D.
Ainda de acordo com o texto, ao DESPERTAR nossa massa encefálica se
transforma num tear encantado. Isto ocorre porque, ao despertar, nossas LEMBRANÇAS (IMAGENS REGISTRADAS NO CÉREBRO) também acordam - e BRILHAM.
E.
Trecho de Ensaio Sobre a Cegueira - J. Saramago
- “(...) se eu voltar a ter olhos olharei verdadeiramente os olhos dos outros,
como se estivesse a ver-lhes a alma, A alma, perguntou o velho da venda preta,
Ou o espírito, o nome pouco importa, foi então que, surpreendentemente, se
tivermos em conta que se trata de pessoa que não passou por estudos adiantados,
a rapariga dos óculos escuros disse, Dentro de nós há uma coisa que não tem
nome, essa coisa é o que somos”.
ü O que
existe dentro de nós agora já se pode nomear: são as LEMBRANÇAS - as lembranças de nossa vida (impressas no CÉREBRO) são
os blocos de construção da NOSSA ALMA.

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